Actualidade
12 fevereiro 2021

Transitários reúnem-se com a Tutela

A APAT e CPC deram conta ao Governo de uma postura menos sensata por parte dos Armadores Internacionais, nomeadamente as que impactam directamente com a adição de sobretaxas várias a imobilização e sobreestadia (D&D – Detention & Demurrage), a devolução e disponibilidade de contentores e ainda a generalizada falta deles.

Em comunicado, as entidades esclarecem que: "Notámos grande acolhimento e preocupação perante tais factos uma vez que os mesmos podem impactar seriamente na retoma da economia portuguesa.

Foram discutidas várias abordagens, principalmente na forma e como se poderiam tomar a curto, médio e longo prazo algumas medidas e ainda a eventualidade de haver procedimentos nacionais que têm contribuído para esta situação. Neste último ponto reforçamos a ideia que no panorama nacional temos sentido a maior sensibilidade e vontade para participar na solução por parte de todos os players.

Foi praticamente unânime que a melhor abordagem ao problema terá de ser transversal, pois o mesmo encerra em si mesmo, questões políticas, de concorrência e de transportes.

Julgamos ter conseguido transmitir ao Governo, num período em que Portugal assume a Presidência da UE a sensibilidade do assunto e congratulamo-nos por saber que o Governo Português também está a acompanhar o problema e vai colocar o mesmo à discussão na UE.

Concomitantemente a APAT e o CPC, através das suas congéneres Europeias CLECAT e ESC irão continuar a pressionar Bruxelas, como aliás têm vindo a fazer, sendo que aparentemente um dos principais focos a questionar é o prolongamento dos BER que no seu entendimento provocam distorção no mercado e até nas regras da concorrência, não reflectindo nos consumidores os benefícios decorrentes dos mesmos.

Sendo que estes consórcios, apesar da nossa oposição formal, foram renovados em abril último e até 2024, entendemos ser o momento político mais adequado, para que os mesmos possam começar a ser trabalhados, discutidos e ajustados a esta nova realidade, de forma que em 2024 contemplem refletir objectivamente os eventuais ganhos de produtividade e competitividade também nos consumidores finais".

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