A Midas apresentou uma nova edição da iniciativa #EllasConducen, que inclui um curta-metragem documentário protagonizado por mulheres camionistas, bem como um estudo que volta a evidenciar os desafios e preconceitos que ainda persistem na condução profissional.
Os dados revelam que 83,5% dos espanhóis considera que continuam a existir preconceitos sociais quanto à capacidade das mulheres para conduzirem profissionalmente, num contexto em que o setor da condução de veículos pesados é percecionado como um dos mais masculinizados em Espanha. Quase metade da população admite também que é pouco comum ver mulheres ao volante de veículos pesados.
Apesar de a presença feminina no mercado de trabalho espanhol representar cerca de metade do emprego total, o estudo indica que três em cada quatro espanhóis acreditam que persistem barreiras de género no acesso das mulheres à condução como profissão.
Esta perceção esteve na origem da nova edição da campanha #EllasConducen, que visa dar visibilidade às desigualdades ainda existentes no setor. No âmbito da campanha, a Midas estreou um documentário que acompanha o quotidiano de mulheres camionistas ao volante de veículos pesados e dá voz a experiências reais num setor ainda fortemente dominado pelos homens.
A produção destaca os testemunhos de Maria Dolores Jiménez e Andrea Fernández, motoristas profissionais e criadoras de conteúdos, que partilham os desafios com que continuam a deparar-se ao longo da sua carreira.
"Com esta nova edição do #EllasConducen, quisemos evidenciar que os preconceitos de género sobre o papel da mulher no mundo da condução profissional ainda persistem. Através das experiências de Maria Dolores e Andrea, mostramos a realidade com que muitas mulheres se deparam num setor historicamente dominado pelos homens", refere Jocelyne Bravo, responsável pelo departamento de marketing e comunicação da Midas Espanha.
Perceções divididas sobre a igualdade no setor
O estudo indica ainda que 75,7% dos inquiridos reconhecem a existência de barreiras de género na condução profissional em Espanha, embora 44% considerem que estas têm vindo a diminuir.
As mulheres são quem mais identifica essas barreiras: 36,4% afirma que estas continuam claramente presentes, contra 27% dos homens. Por outro lado, 34% dos homens considera que não existem barreiras, opinião partilhada por apenas 14,6% das mulheres.
Entre os jovens dos 18 aos 24 anos, 38,4% afirmam de forma mais vincada a existência de desigualdade, enquanto nas faixas etárias superiores aos 55 anos predomina uma visão mais otimista.
"Estes resultados mostram que a discussão sobre a igualdade na condução profissional continua muito presente. Há evolução, mas ainda há um longo caminho a percorrer para normalizar a presença feminina no setor", acrescenta a responsável.
Os preconceitos ainda influenciam a perceção social
Apesar da evolução verificada, 83,5% dos espanhóis acredita que persistem preconceitos sociais quanto à capacidade das mulheres para conduzirem profissionalmente.
Cerca de 48% considera que o género influencia a condução de veículos de grande dimensão, como camiões e autocarros. Deste grupo, quase 30% admite que as mulheres podem exercer estas funções, mas com limitações.
Relativamente às competências, 11% considera que os homens estão mais capacitados para conduzir profissionalmente, contra 9% que apontam para as mulheres. Entre os jovens dos 18 aos 24 anos, esta perceção sobe para 13%.
Um setor ainda em transformação
Quando questionados sobre os setores mais masculinizados, os inquiridos colocam a condução profissional no topo da lista dos setores mais dominados por homens, seguido da automação.
Em termos de experiência emocional, 46,5% admite ainda estranhar ver uma mulher ao volante de veículos pesados. Desses, a maioria afirma surpreender-se positivamente, reconhecendo a competência das mulheres, enquanto uma minoria manifesta desconfiança.
A piloto espanhola Cristina Gutiérrez junta-se à iniciativa
A piloto espanhola, campeã do Rali Dakar, Cristina Gutiérrez, assume agora o papel de embaixadora da iniciativa #EllasConducen.
"Estamos muito satisfeitos por a Cristina se juntar a este projeto. A sua trajetória, marcada pela superação num universo altamente competitivo, reflete o espírito da iniciativa", refere a Midas.
A piloto participou na apresentação desta edição e integrou uma mesa redonda dedicada aos estereótipos e às barreiras ainda existentes na condução profissional e na mobilidade. (Fonte MIDAS)