Atualidade
19 maio 2026

Ford reforça gama europeia com sete novos comerciais

A Ford apresentou a sua nova estratégia europeia, assente na plataforma global de marca "Ready-Set-Ford", que define três pilares de ação: "Build", "Thrill" e "Adventure". Esta estratégia irá orientar as próximas campanhas da marca no continente, com arranque ainda este mês.

Numa fase de reposicionamento profundo, a Ford reforça também o papel da Ford Pro, que deixa de ser apenas um fabricante de veículos comerciais para se afirmar como um verdadeiro parceiro de produtividade das empresas europeias. A marca mantém a liderança no segmento há 11 anos consecutivos e acelera agora a transição para um ecossistema integrado de veículos, software e serviços.

Ford Pro: produtividade assente em dados e conectividade

A estratégia da Ford Pro assenta na utilização intensiva de software e serviços conectados, com vista a gerar 25% do EBIT global da divisão por meio de soluções digitais. No primeiro trimestre de 2026, as subscrições pagas de software atingiram 879 mil unidades, o que representa um crescimento de 30%, com margens brutas superiores a 50%.

Segundo a Ford, mais de 1,2 milhões de veículos na Europa já estão conectados, gerando cerca de seis milhões de sinais de estado por dia. Em 2025, os serviços conectados permitiram acrescentar quase um milhão de dias adicionais de operacionalidade às frotas dos clientes.

Um dos principais avanços reside na expansão dos Serviços de Tempo de Atividade no Concessionário, que transformam a rede em gestores ativos de frotas, antecipando avarias e preparando intervenções antes da chegada dos veículos às oficinas. Os primeiros resultados dos ensaios indicam reduções de até 50% no tempo de reparação e de até 80% nas intervenções identificadas de forma proativa.

"Não vendemos apenas furgões e pick-ups. Oferecemos um ecossistema integrado que maximiza o retorno do investimento dos nossos clientes", sublinhou Jim Baumbick, presidente da Ford na Europa.

Nova geração de veículos comerciais

A ofensiva da Ford Pro é acompanhada por dois novos modelos estratégicos.

A Ranger Super Duty, já disponível, reforça a liderança da pick-up mais vendida na Europa há 11 anos consecutivos. Desenvolvida para operações extremas, desde serviços de emergência até às forças armadas, oferece um peso máximo combinado de até 8 toneladas, uma capacidade de reboque de 4,5 toneladas e uma carga útil próxima das 2 toneladas.

A nova Transit City, 100% elétrica, foi concebida para operações urbanas de elevada densidade, respondendo ao crescimento das zonas de baixas emissões nas cidades europeias. Disponível em várias configurações, incluindo chassis-cabina, a aposta está na simplicidade operacional e no controlo de custos para frotas urbanas.

Nova geração de automóveis de passageiros

No segmento dos automóveis de passageiros, a Ford está a preparar uma renovação completa da sua gama europeia até 2029, que incluirá cinco novos modelos desenvolvidos e produzidos na Europa.

Entre estes, destacam-se:

  • um novo membro da família Bronco, produzido em Valência a partir de 2028;
  • um hatchback elétrico compacto, inspirado no ADN desportivo da marca;
  • um SUV elétrico de segmento B com uma linguagem de design inspirada nos ralis;
  • dois novos crossovers multienergia.

A marca pretende combinar a eletrificação com a emoção da condução, recuperando o seu legado nos ralis para o adaptar às exigências do mercado europeu.

Uma Europa mais competitiva e conectada

A Ford destaca também o papel das alianças estratégicas para acelerar o desenvolvimento e a expansão industrial, sublinhando a necessidade de um enquadramento regulamentar europeu mais realista, que acompanhe a procura dos consumidores e a realidade das infraestruturas.

Segundo a marca, a transição energética deve ser feita de forma equilibrada, integrando tecnologias como os veículos híbridos plug-in e os veículos elétricos de autonomia alargada como soluções intermédias fundamentais.

A nova estratégia da Ford aponta, assim, para uma Europa em que os veículos, os dados e os serviços deixam de ser elementos isolados para passarem a funcionar como um sistema integrado de produtividade, mobilidade e eficiência operacional.

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