Atualidade
13 abril 2026

Edição n.º 151 da Eurotransporte

A edição n.º 151 da Eurotransporte mostra como o setor está a mudar. A mobilidade é um dos principais indicadores da evolução económica, tecnológica e social. Nesta edição abordamos vários aspetos de um ecossistema que está a mudar a um ritmo cada vez mais rápido.

Tudo começa nas cidades, onde os passageiros e a logística urbana estão interligados. Lisboa é um exemplo desta realidade, com a travessia do Tejo a mostrar como as infraestruturas, os operadores e os utilizadores dependem uns dos outros. Garantir deslocações não é o mais importante. O mais importante é assegurar fluidez, eficiência e qualidade de vida, num contexto de mudança e de metas ambientais cada vez mais ambiciosas.

Os veículos comerciais também precisam de se adaptar. O Ford Transit City, modelo que tem destaque principal na nossa capa, é um veículo elétrico ideal para a cidade, porque é eficiente e simples. A Volkswagen, por outro lado, apresenta duas soluções distintas, elétrica e diesel, ajustadas a realidades operacionais diferentes, sublinhando que a transição energética não se faz substituindo, mas adaptando.

À medida que o segmento evolui, propostas como o Toyota PROACE MAX BEV mostram que a eletrificação começa a ganhar escala também nas grandes capacidades, enquanto o Kia PV5 se afirma como uma verdadeira mudança de conceito, introduzindo uma lógica modular e digital que antecipa o futuro do transporte profissional.

No transporte pesado, a diferença entre a ambição e a operação é ainda mais clara. A descarbonização na Europa está a avançar, mas enfrenta limitações, sobretudo a nível de infraestruturas e viabilidade económica. Testes como o do Mercedes-Benz eActros 600, com tecnologia de carregamento megawatt, mostram que a capacidade tecnológica existe, mas falta a escala necessária para a sua aplicação consistente.

A digitalização é muito importante neste contexto de mudança. O artigo dedicado aos tacógrafos inteligentes de segunda geração mostra uma mudança importante: de um instrumento de controlo para uma plataforma central de dados. A introdução de funcionalidades como a autenticação por satélite e a fiscalização remota muda a relação entre operadores, autoridades e tecnologia, tornando-a mais transparente, eficiente e previsível. Agora, mais do que seguir regras, é preciso juntar informação e fazer operações em tempo real.

A tecnologia muda os processos, mas são as pessoas que continuam a dar sentido ao setor. A entrevista a Manuel Carvalho, do Nucaminho, mostra claramente os problemas da profissão de motorista. Esta é uma realidade que ajuda a explicar porque é que há cada vez menos profissionais e que exige respostas rápidas e bem pensadas.

A esta dimensão junta-se a visão estratégica de Rui Rei, à frente da Transtejo Soflusa. Ele traz para o debate o transporte público fluvial e o seu papel na mobilidade metropolitana. Neste momento, é muito importante reduzir as emissões de carbono e usar energia de forma eficiente. Por isso, o futuro da travessia do Tejo tem de ver com a modernização da frota, eletrificação e a ligação de diferentes tipos de transporte de uma forma intermodal.

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