
Com 80 quilómetros de linha nova e 90 quilómetros de linha renovada, o Corredor Internacional Sul vai ligar os portos de Sines, Lisboa e Setúbal a Espanha, no Caia (Elvas), da mesma forma que encurtará a distância entre Sines e a fronteira em três horas e meia.
O projeto, que estará pronto nos primeiros meses de 2024, foi visitado na última semana pelo primeiro-ministro, ministro das Infraestruturas e secretário de Estado das Infraestruturas, a propósito da iniciativa Governo Mais Próximo.
O principal investimento deste projeto é a construção de um troço de linha férrea, com a extensão de 80 quilómetros, entre Évora e Elvas. Há mais de um século que não era construído, em Portugal, um troço de caminho-de-ferro desta extensão.
A nova linha, Évora-Elvas será de via única, mas a plataforma está preparada para receber uma segunda via e poderá migrar para a bitola europeia, se um dia Portugal e Espanha decidirem aderir a esse sistema.
Com a eletrificação da linha e com a substituição do transporte rodoviário pelo comboio, este é um investimento que terá, igualmente, forte impacto ambiental. Além da linha nova, o Corredor Internacional Sul inclui a requalificação de várias partes das linhas de Sines, Sul, Alentejo, Leste, Évora e Vendas Novas. No final, todo o Corredor estará eletrificado, dotado de sinalização eletrónica moderna e sem passagens de nível.
A principal inovação destas obras é a construção de estações técnicas, que permitirão o cruzamento de comboios de mercadorias de 750 metros de comprimento, quando atualmente a estrutura apenas permite o cruzamento de composições de 400 metros.
A obra, que está em curso em várias frentes, faz parte do plano Ferrovia 2020, e representa um investimento de 650 milhões de euros, parcialmente financiado pela União Europeia.
O Corredor Sul
51 comboios de 750 metros sairão do porto de Sines todos os dias, em vez dos atuais 36 comboios de 400 metros;
140 quilómetros a menos na ligação Sines-Espanha;
Redução de 3h30 de viagem;
50% de redução no custo do transporte;
Números da obra
38.000 toneladas de aço;
350.000 m3 de betão;
29 pontes e viadutos;
1400 de trabalhadores;
3 milhões de horas de trabalho