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Construção da estação Santos implica corte de trânsito

12 julho 2022
5min.

O Metropolitano de Lisboa (ML) deu início a intervenções na zona da Avenida 24 de Julho no âmbito do Plano de Expansão do ML (Lote 2) que envolve a empreitada de projeto e construção dos toscos entre a estação Santos e o término da estação Cais do Sodré.

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A concretização destas intervenções implicará a introdução de alguns constrangimentos na circulação nas imediações da Avenida 24 de Julho e da Avenida D. Carlos I ao longo dos próximos 23 meses. As alterações na circulação nestas vias serão realizadas faseadamente e publicamente divulgadas.

Assim, a partir do próximo dia 13 de julho e durante um período previsto de 9 meses (até abril 2023), decorrerão os seguintes desvios de trânsito na Av. 24 de Julho, no troço compreendido entre a Av. D. Carlos I e a Rua Boqueirão do Duro:
- Os veículos que circulem na Avenida 24 de Julho em direção ao Cais do Sodré serão desviados para a Avenida D. Carlos I, Rua D. Luís I e Boqueirão do Duro, retomando a circulação na Avenida 24 de Julho, no mesmo sentido (Cais do Sodré).
- Os veículos que circulem na Avenida 24 de Julho em direção a Alcântara serão desviados para a Rua do Instituto Industrial, Rua da Boavista e Avenida D. Carlos I, retomando a circulação na Avenida 24 de julho.

Para que estes desvios de trânsito possam ser viáveis, haverá necessidade de condicionar lugares de estacionamento nas ruas supra referenciadas, estando prevista a criação de zonas de estacionamento exclusivas a residentes.

Os desvios de trânsito referidos não terão impacte na circulação dos elétricos da Carris.

O Metropolitano de Lisboa recomenda que, sempre que possível, seja evitada a circulação na zona de influência das obras, devendo utilizar-se percursos alternativos que não sejam afetados pelos normais constrangimentos dos referidos trabalhos. Os percursos alternativos serão os seguintes:

  • - Eixo Alcântara / Santa Apolónia (e vice-versa):
    Av. Ceuta - Av. Calouste Gulbenkian - Av. Berna - Av. João XXI - Av. Afonso Costa - Rotunda das Olaias - Av. Marechal Francisco da Costa Gomes – Praça Paiva Coucieiro – Av. Mouzinho de Albuquerque
  • Eixo Infante Santo / Santa Apolónia (e vice-versa):
    Av. Infante Santo - Rua da Estrela - Rua de São Jorge - Av. Álvares Cabral - Largo do Rato - Rua Alexandre Herculano - Rua do Conde Redondo - Rua Joaquim Bonifácio - Rua Jacinta Marto -
    Largo de Santa Bárbara - Rua Febo Moniz - Av. Almirante Reis - Praça do Chile - Rua Morais Soares -
    Praça Paiva Couceiro – Av. Mouzinho de Albuquerque
  • Eixo Infante Santo / Cais Sodré (e vice-versa):
    Av. Infante Santo - Estrela - Calçada da Estrela - Rua Poiais de São Bento - Calçada do Combro - Largo Luís de Camões - Rua do Alecrim - Cais do Sodré.

Relativamente à circulação na ciclovia existente na Avenida 24 de Julho, serão mantidos percursos alternativos devidamente sinalizados que irão contornar as áreas afetas aos trabalhos de construção.

Prevista inaugurar em 2024, a linha Circular que ligará a estação Rato ao Cais do Sodré numa extensão de mais 2 quilómetros de rede, criará um novo anel circular no centro de Lisboa, e interfaces que conjugam e integram vários modos de transporte.

A implementação da linha Circular contribuirá, igualmente, para uma reestruturação de todo o sistema de transporte, reorganizando a mobilidade metropolitana com um efetivo aumento do número de utilizadores do transporte público e uma diminuição de utilização de transporte individual. Possibilita o desenvolvimento de uma nova circularidade interna, materializando uma plataforma de distribuição de elevada frequência e conectando de forma mais eficiente os serviços metropolitanos, com ganhos ambientais significativos.

Com um impacto estimado da procura no primeiro ano, de 9 milhões de novos passageiros na linha Circular e de 5,3% em toda a rede, este novo anel no centro da cidade vai retirar da superfície 2,6 milhões de veículos de transporte individual por ano. Fomentará a acessibilidade e a conectividade em transporte público, promovendo a redução dos tempos de deslocação, a descarbonização e a mobilidade sustentável.

Conta com um investimento total previsto de 240,2 M€, cofinanciado em 137,2 M€ pelo Fundo Ambiental e em 103,0 M€ pelo Fundo de Coesão, através do POSEUR – Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos.

Conscientes que as intervenções ocorrerão numa zona de grande densidade de tráfego, lamentamos, desde já, os transtornos que estes condicionamentos e desvios de trânsito possam vir a causar nas rotinas diárias da população em geral.

 Informações adicionais no site do metropolitano de Lisboa https://projetos.metrolisboa.pt/


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