
Dos 1,4 milhões de crianças em idade pré-escolar e escolar, entre os 5 e os 19 anos, quase metade vai de carro para a escola, sendo que apenas 29% daquelas utiliza transportes públicos no percurso entre a residência e o estabelecimento de ensino. Os dados são revelados pela Plataforma da Mobilidade Escolar, constituída pela Transportes, Inovação e Sistemas (TIS), em parceria com a DNXT, base que tem uma missão bem definida: garantir que, até 2030, todos os alunos com mais de dez anos sejam autónomos e possam escolher modos sustentáveis na sua deslocação casa-escola
Descrevem os promotores da plataforma que é percetível, "de há uns anos para cá, que a mobilidade das crianças e jovens está cada vez mais dependente dos pais (ou outros encarregados de educação) e do carro. Esta realidade começou por ser verdade para as crianças em idade pré-escolar, mas foi-se estendendo às outras idades, e que de momento está a crescer uma geração de futuros adultos que não conhece outro modo que não seja o carro, o que limita muito as opções modais consideradas e potencia problemas de saúde e de bem-estar, associados ao seu sedentarismo", pode ler-se na descrição do projeto, que menciona, também, que apenas 23% dos alunos se deslocam a pé para a escola, e que só 0,5% utilizam bicicleta.
Tal dependência do automóvel cria desafios significativos à gestão das cidades e vilas, sobretudo num contexto em que é imperioso promover uma maior sustentabilidade dos transportes e a sua descarbonização, justifica também aquela plataforma, para quem a sua missão é "ajudar todas as autarquias a ter a informação e os instrumentos necessários à implementação de uma estratégia de mobilidade escolar que promova uma maior sustentabilidade, de forma autónoma e independente."