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Sector da mobilidade quer maior cooperação entre público e privado

12 julho 2021
4min.

Os líderes do sector da mobilidade, reunidos pela EY-Parthenon no Future of Mobility Think Tank, identificam falta de interligação entre as diferentes redes de transporte e plataformas de mobilidade nos centros urbanos e pedem maior cooperação entre público e privado.

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A pandemia da Covid-19 alterou profundamente as necessidades de mobilidade dos portugueses, lançando desafios inéditos aos vários agentes desta indústria. A chave para resolução desses desafios está numa maior cooperação entre os vários ecossistemas do sector e, principalmente, entre as entidades públicas e privadas.

Esta é a principal conclusão de Presidentes, CEO e executivos do ramo da mobilidade em Portugal que, ao longo dos últimos 12 meses, estiveram reunidos no Future of Mobility Think Tank, iniciativa promovida pela EY-Parthenon para pensar e debater o futuro da mobilidade num contexto de elevada incerteza económica e social.

O grupo de trabalho concluiu que a maioria dos centros urbanos do país não oferece uma verdadeira interligação das diferentes redes de transportes e plataformas de mobilidade, o que prejudica a capacidade de responder às necessidades atuais e futuras da nossa vida quotidiana.

No âmbito das discussões, o grupo de trabalho identificou cinco temas que afectam todos os sistemas de mobilidade em Portugal – crescente urbanização; crescentes expectativas de personalização, flexibilidade e integração; abertura à economia de partilha e importância da gig economy; forte envelhecimento da população; e agenda da sustentabilidade – e aos quais se juntou a disrupção provocada pela covid-19.

“Gerir um negócio que tem como objectivo transportar pessoas e carga quando as pessoas não se podem mover e a carga tem de ser transportada até às pessoas é desafiante. Foi este desafio de gestão da mobilidade num contexto de especial incerteza que serviu de base ao arranque dos trabalhos deste Think Tank. Com sucessivos períodos de restrições e a proliferação do teletrabalho, a mobilidade para os locais de trabalho caiu cerca de 65% durante o primeiro período de confinamento”, refere Miguel Cardoso Pinto, partner da EY Portugal e líder da EY-Parthenon.

Segundo os especialistas que fizeram parte desta iniciativa, a pandemia veio não só lançar novos desafios ao sector da mobilidade, com a mudança de comportamentos e atitudes por parte do consumidor, como também exacerbar tendências já existentes, entres as quais se incluem a maior abertura para partilhar dados pessoais e a preferência por meios de transporte de ocupação única – as conclusões de um inquérito que a EY-Parthenon conduziu no âmbito deste Think Tank mostram que cerca de 23% dos consumidores da geração Z (actualmente entre 18 e 25 anos) pretendem adquirir uma viatura privada até Março de 2022.

Adicionalmente, mais de metade dos residentes em território nacional esperam trabalhar total ou parcialmente (pelo menos um dia por semana) de forma remota num contexto pós pandemia, impondo constrangimentos adicionais ao sector do transporte público.

Todos estes factores, associados ao elevado desenvolvimento tecnológico e afirmação de uma agenda de sustentabilidade, reafirmam o trajecto futuro para a mobilidade cada vez mais conectada, partilhada, autónoma e sustentável, de acordo com as conclusões do grupo de trabalho composto por executivos de áreas como o transporte público, gestão de infraestruturas, plataformas de mobilidade, telecomunicações, tecnologia, energia, serviços financeiros, retalho, logística e distribuição, do setor público e privado, assim como especialistas do meio académico.

A par dos desafios sectoriais, o debate no âmbito deste Future of Mobility Think Tank culminou com a identificação dos tópicos de discussão para a próxima edição do Think Tank, que deverá ser focada em torno de três grandes temas: gestão do tráfego urbano, optimização das infraestruturas energéticas e redes de transporte e mobilidade alternativa


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