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Autocarros da Carris Metropolitana só devem circular em 2022

28 junho 2021
3min.

O arranque da operação dos novos autocarros deverá iniciar-se em Maio ou Junho de 2022.

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Os autocarros que vão passar a circular nos 18 municípios da Área Metropolitana de Lisboa (AML) sob a marca única Carris Metropolitana só deverão ser vistos nas ruas em Maio ou Junho do próximo ano. Esta nova data foi adiantada pelo presidente do Conselho da Administração da Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML), que será a responsável pela gestão do serviço público de transporte rodoviário.

A data apontada como mais provável para a entrada em circulação destes autocarros, que serão idênticos em toda a Grande Lisboa, era o final do ano ou início de 2022, mas há um atraso da emissão do visto pelo Tribunal de Contas, o que deverá atrasar o arranque da operação, explicou Faustino Gomes.

Concluído esse procedimento, as empresas terão ainda dez meses para prepararem toda a operação (comprarem ou adaptarem as viaturas, contratar mais trabalhadores), o que empurrará o arranque da circulação dos novos autocarros para meados de 2022.

Em Fevereiro de 2019, a AML lançou um concurso público internacional no valor de 1,2 mil milhões de euros para assegurar e melhorar o serviço de transporte público rodoviário nos seus 18 municípios durante pelo menos sete anos. Este território foi então dividido em quatro lotes, com dimensões distintas, para os quais foram reformuladas ou desenhadas novas carreiras.

Depois de todos os novos autocarros a circular nas ruas — que serão cerca de 1900 para fazer o serviço em 580 linhas — a oferta do transporte rodoviário terá sido reforçada em 40% face à rede actual. No entanto, há diferenças no reforço que será feito em cada lote, sendo que o mais beneficiado será o formado pelos concelhos de Setúbal, Moita, Palmela, Montijo e Alcochete (que é também onde a oferta é mais deficitária).

A TML integrou também a Operadores de Transportes da Região de Lisboa (OTLIS), que era responsável pela gestão do sistema de bilhética Grande Lisboa, estando assim a preparar outra mudança: o cartão Lisboa Viva será substituído pelo Navegante. Segundo Faustino Gomes deverá ser implementado antes de os autocarros começarem a circular, mas não avançou com nenhum data.

Sobre se a pandemia poderá afectar, de alguma forma, a que algumas empresas consigam cumprir o caderno de encargos, em particular quanto ao reforço no número de novas viaturas e de recursos humanos que serão necessários, Faustino Gomes disse não ter qualquer indicação de que isso esteja a comportar dificuldades. “Temos dez meses para que eles se preparem bem. Estamos a ter um cuidado imenso de continuar a conversar com os operadores e não nos levantaram nenhuma dificuldade. Nós queríamos ter o mais cedo possível os autocarros na rua, mas até dá mais tempos para que os operadores se prepararem melhor”, notou.


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