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Metro de Lisboa investe 2,5 M€ para melhorar acessibilidades

09 junho 2021
4min.

Em causa estão os acessos a pessoa com mobilidade reduzida nas estações de Entre Campos e Cidade Universitária.

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O Metropolitano de Lisboa adjudicou esta terça-feira, ao Grupo Domingos da Silva Teixeira, SA/Efacec, a empreitada de “Execução de Intervenções para a Garantia de Acessibilidades a Pessoas de Mobilidade Reduzida das Estações Entre Campos e Cidade Universitária, da Linha Amarela do Metropolitano de Lisboa”.

Na cerimónia de assinatura de contrato estiveram presentes o Secretário de Estado da Mobilidade, Eduardo Pinheiro, e a Secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes.

Com um investimento de 2.557.629,48 milhões de euros e um prazo de execução de 180 (cento e oitenta) dias de calendário contados da data da consignação, este contrato tem como principais trabalhos a instalação de um sistema de novos equipamentos mecânicos constituído por três elevadores por estação que servirão todas as áreas públicas das mesmas (desde os cais, aos átrios das bilheteiras e à superfície). Prevê, igualmente, a eliminação de barreiras arquitetónicas, pela adaptação de zonas de escadas pedonais a rampas acessíveis a cadeira de rodas e a adaptação de instalações sanitárias a pessoas de mobilidade reduzida.

O contrato insere-se num vasto plano de adaptação e modernização das estações que o Metropolitano de Lisboa tem vindo a concretizar no âmbito do Plano Nacional para a Promoção da Acessibilidade, tendo em vista alcançar o princípio de “Acessibilidade e Mobilidade para Todos” estabelecido no DL 163/2006, de 8 de Agosto.

O Metropolitano de Lisboa tem, assim, como uma das suas prioridades, estender a toda a sua rede a eliminação das barreiras arquitetónicas. Actualmente, das 56 estações da rede do Metropolitano de Lisboa, 40 possuem acessibilidade plena (71,4%). Tratam-se de estações com acesso pleno a pessoas com mobilidade reduzida, através de elevadores entre o átrio de bilheteiras e a superfície, e entre o átrio e os cais, bem como escadas mecânicas e/ou tapetes rolantes.

As restantes estações dispõem, também, na sua generalidade, de equipamentos mecânicos (elevadores, escadas e/ou passadeiras) que conferem uma boa acessibilidade, ainda que não plena, bem como outros sistemas para pessoas com outras deficiências, a saber:

  • Sinalética em braile e botão de ajuda nas máquinas automáticas de venda de títulos;
  • Botão de ajuda nos canais de validação que permite contacto direto com um funcionário da empresa;
  • Sistema sonoro e escrito de mensagens nas estações e no interior dos comboios;
  • Existência de rampasamovíveis para acesso aos comboios por cadeiras de rodas elétricas, para obviar o desnível existente entre o cais e o comboio;
  • Existência em todas as estações de canais de acesso mais largos, compatíveis com a passagem de clientes com mobilidade reduzida bem como de pessoas com deficiência visual acompanhadas de cães-guia;
  • Existência de plataforma elevatória numa estação.

O Metropolitano de Lisboa prevê que até 2025 venha a ter 52 estações com acessibilidade plena. Este número não comtempla as novas estações que entretanto se venham a inaugurar no âmbito da ampliação da rede, cujas novas estações já abrirão ao público dotadas de todos os equipamentos necessários e meios de acessibilidade plena.   

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