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Micromobilidade pode criar até um milhão de empregos

20 maio 2021
2min.

Um novo relatório da EIT InnoEnergy, o maior motor mundial na área da inovação energética sustentável, revela que a micromobilidade poderá contribuir profundamente para reduzir as emissões de CO2 da Europa.

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O relatório extrapolou o comportamento da micromobilidade na cidade de Munique a mais de 100 cidades europeias, incluindo Lisboa, e combinou-o com vários cenários validados para criar projecções do impacto na implementação de micromobilidade eléctrica sistematizada, partilhada, e conectada até 2030.

Considerando o cenário atual, o relatório identifica grandes obstáculos em torno da adopção da micromobilidade, como as atuais limitações dos veículos, tornando-os inapropriados para actividades do dia a dia, como o transporte de mercadorias e crianças, ou até para transportar encomendas. Além disso, a curta duração de vida destes veículos, os elevados custos operacionais, no que diz respeito ao carregamento e realocação, e a falta de integração nos sistemas de transporte das cidades europeias estão a dificultar a sua adoção. Consequentemente, a micromobilidade representa hoje menos de 0,1% de todas as viagens dentro das cidades.

A EIT InnoEnergy recomenda que Portugal adopte uma abordagem sistematizada e com o apoio de todos os stakeholders envolvidos. Para tal, é importante uma mudança para componentes de maior qualidade e manutenção mais acessível - particularmente motores e baterias – assim como apostar na produção local e consequente reciclagem dos componentes dos veículos. O estudo sugere ainda o desenvolvimento e utilização de Purpose Built Vehicles (PBV), ou Veículos para Fins Específicos, em português, assim como a utilização de plataformas analíticas para relocalização e carregamento dos veículos, e a implementação de regulação mais favorável para frotas de micromobilidade.

A nível europeu, além de criar quase um milhão de empregos directos e indirectos (990.000), esta abordagem pode contribuir para a redução das emissões de CO2 em mais de 30 milhões de toneladas e poupar até 127 TWh de consumo de energia por ano.  O relatório estima um aumento de 111 mil milhões de euros no PIB, como resultado de quase mil milhões (999 milhões) de horas poupadas por ano devido à diminuição do tráfego nas estradas - mais do que o PIB combinado de Malta, Chipre, Letónia e Estónia. Além disso, seriam libertados 48 mil hectares de terrenos no interior das cidades europeias, o equivalente a mais de 4x a área total de Paris.

 


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