
A apresentação do plano aos 18 municípios da área metropolitana de Lisboa esteve a cargo do presidente do conselho de administração da TML, Faustino Gomes, que deu também a conhecer as orientações estratégicas da empresa local metropolitana.
Indissociável do contexto pandémico que estamos a atravessar, com efeitos expectáveis em níveis de procura de transportes públicos mais baixas, comparativamente aos que se verificavam no período pré-covid, as orientações estratégicas estão agrupadas em cinco grandes linhas:
» Afirmação da mobilidade enquanto direito dos cidadãos;
» Implementação de políticas públicas de mobilidade alinhadas com o desenvolvimento económico da região;
» Compromisso com a agenda climática e redução da emissão de gases com efeito de estufa;
» Promoção do ordenamento e coesão territoriais;Rua Cruz de Santa Apolónia, 23, 25, 25A.
» Dar sequência ao conjunto de desenvolvimentos tecnológicos e de apoio ao cliente em curso.
A preparação da entrada em funcionamento do novo serviço rodoviário de passageiros e a respectiva gestão dos contratos (cujos documentos estão atualmente em trânsito para o Tribunal de Contas), a conceção de um sistema de bilhética integrada, o desenvolvimento de soluções tecnológicas para o passageiro, a promoção de estudos e projectos e a criação de ações de marketing para a promoção dos transportes públicos foram também apresentados como eixos de atuação prioritária da TML.
Recorde-se que a TML, detida a 100% pela Área Metropolitana de Lisboa, e com um capital público de 25 milhões de euros, entrou em funcionamento em Fevereiro.
Tem autonomia administrativa, financeira e patrimonial, e assume competências nos domínios da mobilidade e transportes, designadamente as de autoridade de transportes relativamente aos serviços públicos de transporte de passageiros na área metropolitana de Lisboa, incluindo a gestão dos contratos de serviço público de transporte rodoviário de passageiros de âmbito intermunicipal e municipal.
Através da sua implementação, todos os serviços anteriormente prestados pela OTLIS, incluindo a emissão e gestão do Cartão Lisboa VIVA e o tratamento das respectivas bases de dados, passaram a ser assegurados pela TML.