
O inquérito realizado em Outubro em onze países europeus, incluindo Portugal, com 11.273 respostas válidas recolhidas online, conclui que o receio de infecção afastou os consumidores europeus dos transportes públicos. 17% admite usar menos os transportes públicos e, mais frequentemente, o carro (21%) ou bicicleta (23%) nas suas deslocações no dia-a-dia. O estudo realizado pela Deco Proteste e outras 10 organizações europeias de defesa do consumidora avança ainda que viajar para o exterior, seja em lazer ou negócios, é algo que os consumidores pensam fazer menos mesmo após a pandemia.
Antes da pandemia, 30% dos inquiridos usava todas as semanas transportes públicos, número que agora está nos 20%. A amostra reflecte a distribuição das populações nacionais por idade (18-74), género, nível de escolaridade e área de residência, com 51% dos entrevistados a viver em ambiente urbano, 25% numa área suburbana e 24% no campo.
68% dos inquiridos considera os transportes públicos pouco seguros, seguido das plataformas de partilha de carro sem condutor (47%), dos táxis e plataforma de transporte com condutor (46%) e outras plataformas de mobilidade (36%).