
O objetivo é reforçar e promover o importante papel do porto no desenvolvimento económico e social da região e a sua envolvência com a cidade.
As iniciativas previstas no âmbito das Comemorações do Centenário do Porto de Setúbal incluem a realização de seminários, workshops, exposições, visitas aos terminais, passeios marítimo-turísticos e diversas atividades lúdicas. Estas atividades visam permitir que a população conheça o funcionamento deste porto, as suas infraestruturas, tipos de carga e meios logísticos envolvidos, proporcionando vivências diversas com a realidade portuária através de visitas orientadas, passeios marítimo-turísticos e outras ações. Um dos objetivos é dinamizar a vertente de educação e literacia do mar através de ações de sensibilização e do conhecimento do setor marítimo-portuário, nas suas variadas vertentes, junto do público jovem e em parceria com as escolas da região, promovendo a ligação porto-cidade.
O Ministro das Infraestruturas, João Galamba, marcou presença através de uma mensagem em vídeo, em que congratulou a APSS pelo centenário, reforçando a importância e o papel central do Porto de Setúbal no ecossistema portuário e na economia nacional. O Ministro das Infraestruturas lançou ainda um desafio para o futuro do Porto de Setúbal: atingir a neutralidade carbónica até 2035 (ver AQUI).

De acordo com o presidente da APSS, Carlos Correia, “este programa de atividades, que tem como parceiros oficiais, a Câmara Municipal de Setúbal e a Comunidade Portuária de Setúbal, servem para celebrar o passado, anunciar o presente e projetar o futuro do Porto de Setúbal. Estas iniciativas vão estar abertas à população e à comunidade empresarial da região, fortalecendo a relação entre o porto e a cidade, e reforçando a estratégia que existe para o Porto de Setúbal, que passa por três palavras: investir, inovar e descarbonizar”.
Carlos Correia abordou também os Resultados de 2022, em que o Porto de Setúbal movimentou cerca de 6,2 milhões de toneladas de mercadorias, apresentando, como principal destaque a continuidade da sua vocação exportadora, que atingiu mais de 52% do volume total movimentado.
É ainda de evidenciar o desempenho da carga ro-ro, onde a exportação representou valores a rondar os 70%, relativamente ao movimento total enquanto, por outro lado, continua a ser consistente o desempenho da carga contentorizada, sustentada maioritariamente pela produção industrial oriunda da região.
Trata-se de uma aposta em cargas de valor acrescentado por parte dos exportadores parceiros do porto, que demonstra estar firmemente posicionado para apoiar a produção industrial, tanto das indústrias instaladas na região, como as do restante tecido empresarial nacional. São cargas que têm mudado o paradigma do porto, pela importância económica da movimentação de produtos finais, ao mesmo tempo, prepara-se para receber matérias-primas e para exportar produtos finais que irão ser produzidos pelas novas indústrias a instalar na região, que se vão enquadrar na produção industrial ambientalmente sustentável.
Porto de Setúbal – Ao serviço de uma cidade e uma região
Foi a 18 de dezembro de 1923 que se criou a Junta Autónoma das Obras do Porto e Barra de Setúbal e do Rio Sado, efetivada na Lei nº 1517. No entanto, a história deste porto - descoberto pelos navegadores fenícios e mais tarde pelos romanos, povos que já nessas remotas eras apreciaram as condições estuarinas naturais únicas do rio Sado – fica marcada pelo enorme contributo que a infraestrutura portuária sempre teve para a economia e população de Setúbal.
Porto e cidade cresceram em união, e foi esse vínculo que deu origem à necessidade de construir de raiz a primeira infraestrutura portuária com características modernas. Foi o início de uma aventura de cariz mais industrial e que colocou o porto no caminho do crescimento, contribuindo para o desenvolvimento da região e do país.
Atualmente, o Porto de Setúbal prepara-se para enfrentar novos desafios, como a alteração do paradigma do transporte global, das novas realidades da produção de bens e do apoio ao consumo da vasta região que serve. O seu hinterland abrange a região de Setúbal e estende-se ao Oeste e Alentejo, região onde está instalada cerca de 50% da indústria e do consumo nacional.

PR