O Renault Master entrou em 2026 na liderança do segmento europeu dos grandes furgões, tanto nas versões com motor de combustão como no elétrico E-Tech. A Renault aproveita agora esse momento para alargar a gama e introduzir um conjunto de alterações centradas na utilização profissional.
Uma das principais novidades encontra-se na cabina. As versões E-Tech elétricas e os modelos Diesel com caixa automática recebem uma nova consola central, redesenhada para libertar mais 90 mm de espaço. A alteração facilita a circulação no interior e aumenta o espaço disponível para as pernas e joelhos do passageiro central.
O Master passa também a disponibilizar cartão mãos-livres para acesso e arranque. Na segurança, recebe uma câmara de monitorização da atenção do condutor, enquanto as versões de tração dianteira podem contar, em opção, com travão de estacionamento elétrico e função Auto Hold. Nos modelos elétricos e nas versões com caixa automática passa igualmente a estar disponível o regulador de velocidade adaptativo, acompanhado por comandos próprios no volante e por um painel de instrumentos digital melhorado.
Nova bateria mantém 87 kWh
A gama elétrica E-Tech recebe uma nova bateria produzida na fábrica de Batilly, em França. A capacidade mantém-se nos 87 kWh, mas a nova composição química, com teor médio de níquel, permite melhorar a gestão térmica e o desempenho durante o carregamento.
A bateria pode funcionar com um carregador bidirecional de 11 kW ou, em opção, de 22 kW. A partir de setembro de 2026, e dependendo do mercado, o Master E-Tech será também compatível com a tecnologia V2G (Vehicle-to-Grid), permitindo a interação entre o veículo e a rede elétrica.
Para quem utiliza ferramentas elétricas durante o trabalho, o Master poderá ainda receber tomadas de 220 V na cabina e na área de carga, com uma potência disponível até 3.500 W. Desta forma, será possível alimentar ou carregar equipamentos diretamente a partir do veículo.
A oferta elétrica será igualmente alargada, em alguns mercados, com uma versão chassis-cabina equipada com bateria de 40 kWh. Esta variante junta-se à opção de 87 kWh e destina-se sobretudo a utilizações urbanas e municipais, onde uma menor autonomia pode ser compensada por um custo de aquisição mais acessível.
Mais soluções para transformação
A Renault continua também a desenvolver o Master como base para diferentes tipos de transformação. Para o mercado das autocaravanas, a marca introduziu uma via traseira 120 mm mais larga, facilitando a integração das estruturas habitacionais.
Ao abrigo do programa “Converted by Renault”, a gama passa a incluir novas versões com caixa aberta e basculante, em alumínio ou aço, desenvolvidas, respetivamente, pela JPM e pela Gruau. Está igualmente disponível uma solução de grande volume, entre 20 e 23 m³, com plataforma elevatória traseira, estando prevista para mais tarde uma versão destinada ao transporte de passageiros.
Estas transformações são integradas diretamente no processo industrial, permitindo à Renault entregar veículos já preparados para diferentes atividades profissionais.
Materiais de veículos em fim de vida regressam à estrada
A atualização do Master inclui ainda uma maior utilização de materiais reciclados. A parte superior visível do painel de bordo passa a incorporar 20% de plástico proveniente de veículos em fim de vida.
A solução foi desenvolvida no âmbito do ecossistema “The Future Is Neutral” e permite reutilizar materiais automóveis em componentes visíveis de novos veículos, mantendo os requisitos de qualidade, durabilidade e segurança.
“Há quase 50 anos que o Renault Master apoia os clientes empresariais nas suas atividades quotidianas”, refere Frédéric Clermont, vice-presidente de Produto e Receitas de Veículos Comerciais Ligeiros do Renault Group. O responsável destaca ainda o alargamento da oferta e das transformações realizadas diretamente em fábrica como fatores que contribuíram para a liderança europeia alcançada pelo modelo no início de 2026.
Depois de ter sido eleito International Van of the Year 2025, o Renault Master entra agora numa nova fase da sua quarta geração. As alterações não mudam a base do modelo, mas procuram responder a situações concretas do dia de trabalho: mais espaço na cabina, novas possibilidades de utilização da energia a bordo e uma gama de carroçarias capaz de chegar ao cliente mais próxima da configuração de que realmente necessita.