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Regulamento europeu digitaliza transporte e poupa mil milhões/ano

11 maio 2026
4min.

O regulamento europeu eFTI, que entra em vigor em julho de 2027, vai estar em debate em Lisboa entre 11 e 13 de maio, reunindo líderes europeus e representantes dos transportes e logística. A Comissão Europeia estima poupanças até 30% nos custos operacionais das empresas.

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O Regulamento europeu eFTI (electronic Freight Transport Information), em vigor em 2027, vai permitir às empresas portuguesas de transporte e logística substituir a documentação em papel por informação eletrónica, reduzindo custos administrativos e aumentando a eficiência das operações. A Comissão Europeia estima que esta transição digital em toda a Europa possa gerar poupanças globais de cerca de mil milhões de euros por ano, com reduções que podem atingir os 30% dos custos operacionais das empresas.

De aplicação direta em todos os Estados-Membros, o regulamento eFTI é um instrumento que cria um quadro comum para a troca eletrónica de informações no transporte de mercadorias. A partir de 9 de julho de 2027, as autoridades de fiscalização do setor de todos os Estados-Membros da União Europeia (UE) serão obrigadas a aceitar dados eletrónicos quando partilhados pelas empresas através de plataformas eFTI certificadas. A implementação do eFTI deverá facilitar também a partilha de informações entre empresas, tornando os processos logísticos mais eficientes e resilientes, permitindo que a informação seja mais segura, atualizada e padronizada.

Em Portugal, a implementação do regulamento eFTI representa uma oportunidade estratégica para modernizar o setor dos transportes e reforçar a competitividade das empresas nacionais, em particular num contexto de forte concorrência internacional, crescente pressão sobre custos operacionais e incerteza geopolítica.

Portugal vai ser palco de reunião técnica internacional sobre eFTI de 11 a 13 de maio

A implementação concertada do Regulamento eFTI em todos os estados-membros da União Europeia, assim como os seus impactos económicos e operacionais, estará em destaque numa reunião técnica internacional do projeto eFTI4EU, financiado pela União Europeia, que decorre no Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) em Lisboa, nos dias 11 e 12 de maio.

O encontro reunirá representantes de vários Estados-Membros e da Comissão Europeia na sede daquela que é a entidade nacional responsável pela coordenação da implementação do Regulamento eFTI em Portugal. O IMT assume, assim, um papel central na transição para a troca eletrónica de informações, em alinhamento com as orientações europeias e, consequentemente, na modernização do setor do transporte de mercadorias.

O encontro será seguido, no dia 13 de maio, por um Dia Aberto dedicado ao eFTI e à digitalização do transporte de mercadorias no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC). A iniciativa contará com especialistas nacionais e internacionais, decisores públicos e representantes empresariais, que irão debater os principais avanços, desafios e oportunidades associados à digitalização do transporte de mercadorias.

Empresas mais competitivas com ferramenta estratégica

A substituição dos processos em papel pela digitalização da documentação de transporte representa uma mudança estrutural com impacto direto na competitividade das empresas. Para além da redução de custos com impressão, arquivo e gestão manual de documentos, os operadores passam a beneficiar de:

•Operações mais rápidas, com envio e disponibilização digital de informação às autoridades competentes em tempo real;

•Menos erros administrativos, através da eliminação de tarefas redundantes e duplicação de dados;

•Maior produtividade, com melhor gestão de recursos e ganhos operacionais:

•Redução de atrasos, com menos paragens e tempos de inspeção mais curtos.

Num cenário de crescente volatilidade internacional, o Regulamento eFTI – a partir de julho de 2027 - afirma-se, assim, como um instrumento estratégico para reforçar a continuidade e a resiliência das cadeias de abastecimento ao aumentar a visibilidade do transporte de mercadorias e permitir respostas mais rápidas a crises como pandemias, conflitos ou disrupções energéticas. Simultaneamente, a simplificação das operações transfronteiriças e a redução de barreiras administrativas promovem um mercado europeu mais equitativo, que poderá beneficiar especialmente as pequenas e médias empresas no acesso ao comércio internacional.PR


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