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Repsol vai investir 10 mil milhões de euros até 2028

11 março 2026
2min.

A empresa atualiza as metas operacionais e financeiras para 2026-2028, apesar da volatilidade causada pelo conflito no Médio Oriente. O plano reafirma a solidez do negócio, prevendo um fluxo de caixa operacional de 6,5 mil milhões de euros em 2028 para sustentar o crescimento do Grupo.

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A Repsol apresentou uma atualização do seu plano estratégico até 2028 durante o Capital Markets Day, reafirmando a aposta num modelo multienergético assente em crescimento, disciplina financeira e transição energética. A empresa prevê alcançar um fluxo de caixa operacional de 6,5 mil milhões de euros em 2028, cerca de 20% acima de 2025, impulsionado pelos negócios de exploração e produção, atividade industrial e área de clientes.

O grupo prevê investir entre 8,5 e 10 mil milhões de euros até 2028, com mais de metade aplicada em Espanha e Portugal e cerca de 30% direcionada para projetos de baixo carbono. O plano inclui o reforço da produção de combustíveis renováveis, o desenvolvimento de hidrogénio renovável e a expansão da capacidade de geração renovável, que deverá atingir até 9 GW em operação.

No segmento de upstream, a estratégia passa por aumentar a rentabilidade dos ativos e reforçar a presença nos Estados Unidos, com projetos relevantes no Alasca e em ativos não convencionais. Já na área industrial, a empresa continuará a apostar na modernização das refinarias e na produção de combustíveis sustentáveis para transportes, incluindo diesel renovável e combustível de aviação sustentável.

A área de clientes mantém-se como um dos pilares da estratégia, com mais de 24 milhões de utilizadores em Espanha e Portugal e uma rede de mais de 3.800 estações de serviço, onde a empresa pretende expandir a oferta multienergética, incluindo mobilidade elétrica e combustíveis renováveis.

Paralelamente, a empresa reafirma o compromisso com a descarbonização, mantendo o objetivo de atingir emissões líquidas zero até 2050 e estabelecendo uma meta intermédia de redução de 25% na intensidade de carbono até 2030. Segundo o CEO Josu Jon Imaz, a combinação entre negócios tradicionais e soluções energéticas de baixo carbono permitirá à empresa continuar a criar valor mesmo num contexto global marcado por elevada volatilidade.


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