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Europa: 30 anos de mais camiões e maior pressão logística

30 junho 2026
6min.

A logística de transporte europeia sofreu uma transformação profunda ao longo das últimas três décadas. O número de camiões e o volume de mercadorias transportadas continuam a crescer, sendo que o transporte de mercadorias representa atualmente até 5% do PIB europeu.

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As estradas europeias suportam hoje uma carga significativamente superior à de há trinta anos. O número de veículos, a densidade do tráfego e o volume de bens transportados estão em constante aumento. No total, mais de 36 milhões de camiões e veículos de mercadorias circulam nas estradas da União Europeia. É neste contexto dinâmico que a Eurowag opera há trinta anos, apoiando as empresas na resposta às crescentes exigências de eficiência, digitalização e sustentabilidade no transporte.

Camiões transportam mais de 13 mil milhões de toneladas de mercadorias por ano

De acordo com dados do Eurostat, o transporte rodoviário de mercadorias continua a ser, a longo prazo, a espinha dorsal da economia europeia. Os volumes e o desempenho do transporte mantêm-se estáveis e concentram-se sobretudo na Polónia, Alemanha e Itália. O volume total do transporte rodoviário de mercadorias na UE tem vindo a crescer de forma constante a longo prazo, a um ritmo médio de quase 1% ao ano. Todos os anos, os camiões transportam mais de 13,1 mil milhões de toneladas de mercadorias e, em 2024, o desempenho do transporte atingiu aproximadamente 1.900 mil milhões de toneladas-quilómetro. Cerca de dois terços do transporte corresponde a transporte doméstico, enquanto um quarto é internacional.

União Europeia tem uma média de 85 veículos comerciais por mil habitantes

Existem diferenças significativas entre os vários países. O Chipre apresenta a maior densidade de veículos comerciais, com cerca de 135 veículos por mil habitantes, enquanto a Lituânia, por exemplo, conta apenas com 52. A média da União Europeia situa-se em cerca de 85 veículos por mil habitantes, assim, a proporção entre ambos difere da média europeia, apesar de o transporte doméstico continuar a representar a maioria nos restantes países.

Até 21% dos camiões circulam vazios

O crescimento do volume de transporte está a aumentar a pressão sobre a coordenação, o planeamento e a eficiência. Segundo dados da Eurowag, até 21% dos camiões nas estradas europeias circulam vazios, o que representa centenas de milhões de toneladas de emissões desnecessárias de CO₂ por ano, gerando impacto tanto económico como ambiental. Esta realidade evidencia um elevado potencial de melhoria da eficiência e reforça a importância crescente da digitalização, da gestão inteligente de frotas e dos serviços logísticos integrados. Estas tendências estão a transformar profundamente o panorama da mobilidade moderna e impulsionam também o desenvolvimento dos serviços da Eurowag.

Os camiões mais antigos encontram-se na Grécia

A idade média dos camiões na União Europeia é atualmente de cerca de 14 anos. A Grécia possui a frota mais envelhecida, com uma média superior a 22 anos, enquanto os veículos mais recentes se encontram na Áustria e no Luxemburgo. Em termos de motorização, a situação permanece relativamente estável: aproximadamente 96% dos camiões na Europa funcionam a diesel, enquanto os veículos elétricos representam apenas uma pequena fração, cerca de 0,3%.

Extensão das autoestradas europeias duplicou nos últimos trinta anos

A infraestrutura rodoviária tem também acompanhado o crescimento do tráfego de camiões. A extensão das autoestradas na União Europeia aumentou de 42.207 quilómetros, em 1990, para cerca de 86.000 quilómetros atualmente. Uma análise do European Road Safety Observatory demonstra que as autoestradas estão entre os tipos de infraestrutura rodoviária mais seguros da Europa. Graças às vias separadas, acessos limitados e interseções desniveladas, apresentam taxas de acidentes inferiores às das estradas convencionais. Ainda assim, persistem riscos específicos, particularmente associados ao excesso de velocidade, utilização incorreta das bermas ou circulação em sentido contrário.

Melhorias adicionais ao nível da segurança dependem sobretudo da qualidade da infraestrutura e da sua gestão. A implementação de limites de velocidade dinâmicos, a modernização dos nós de transporte ou uma gestão mais eficiente do tráfego podem reduzir as taxas de acidentes em percentagens de um ou dois dígitos. Este cenário evidencia a importância crescente de soluções inteligentes e orientadas por dados no setor dos transportes e da logística.

Cresce o número de autoestradas com portagem

Ao mesmo tempo, as portagens rodoviárias tornaram-se significativamente mais comuns. No início do milénio, a extensão das autoestradas com portagem rondava apenas algumas dezenas de milhares de quilómetros; atualmente ultrapassa os 80.000 quilómetros. Um estudo realizado pela PwC para a Asecap (Associação Europeia de Operadores de Infraestruturas Rodoviárias com Portagem) demonstra que a rede de autoestradas é essencial para o funcionamento do mercado único europeu, embora enfrente um importante desafio de investimento.

Nos próximos anos, será necessário investir fortemente na modernização, digitalização, segurança e descarbonização das infraestruturas, de forma a cumprir os objetivos climáticos e responder às crescentes exigências de mobilidade. Estes investimentos geram um efeito multiplicador significativo, promovendo a conectividade, o desenvolvimento regional e a competitividade da Europa. O estudo destaca ainda o papel fundamental dos modelos de financiamento baseados em portagens e no princípio do utilizador-pagador enquanto instrumento estável e eficaz para garantir o desenvolvimento sustentável da infraestrutura de transporte a longo prazo, sem sobrecarregar excessivamente os orçamentos públicos. PR Eurowag


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