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Ayvens Portugal: 40% das frotas empresariais já estão eletrificadas

06 março 2026
9min.

A Ayvens, líder mundial em mobilidade sustentável, apresentou esta quinta-feira os resultados do seu Car Policy Benchmark 2025, um estudo que posiciona Portugal como um mercado em "clara evolução, mais profissional, mais estruturado e mais preparado para a transição elétrica".

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Os dados revelam que 40% dos veículos de passageiros das frotas empresariais portuguesas já são eletrificados (100% elétricos e híbridos plug-in), um valor que triplicou face aos 13% registados em 2022.
"Sentimos como líder de mercado e empresa que está há mais de 30 anos neste negócio em Portugal, a responsabilidade de partilhar a informação que gerimos", afirmou António Oliveira Martins, Diretor-Geral da Ayvens Portugal, durante a apresentação do estudo. "Gerimos dezenas de milhares de automóveis e isso cria muitos dados que temos sempre a preocupação de transformar em informação útil para os nossos clientes."

Metodologia robusta e abrangente

O estudo, apresentado por Pedro Luz, Consulting and EV Head at Ayvens, analisou cerca de 400 empresas de 11 setores de atividade, representando uma frota de aproximadamente 12 mil veículos e mais de 425 milhões de quilómetros percorridos anualmente. A amostra é composta por 81% de veículos de passageiros e 19% de veículos comerciais ligeiros, sendo que os segmentos de energia, ambiente/distribuição e serviços representam quase 50% do total da frota.
Pela primeira vez, o benchmark incluiu um inquérito a mais de 3.000 condutores, além do tradicional inquérito aos gestores de frota. "A política de frota é um documento central na gestão de frota de uma empresa", explicou Pedro Luz. "Este benchmark, que lançámos pela primeira vez em 2016 e fazemos de 3 em 3 anos, pretende ser um ponto de referência, uma ferramenta que permite que as empresas possam comparar os indicadores da sua frota com as melhores práticas do setor."

Eletrificação acelera em todos os segmentos

Nos veículos de passageiros, os eletrificados triplicaram de 13% em 2022 para 40% em 2025. "Três em cada quatro veículos dos segmentos médio familiar, premium e grande familiar já são eletrificados", destacou Pedro Luz. "Começamos a notar que cada vez mais estes segmentos se eletrificam à velocidade destes, e para 2026, tendo em conta os anúncios que muitas marcas têm feito, vamos começar a ver este segmento a ficar mais eletrificado."
Nos veículos de mercadorias, a evolução é igualmente significativa, passando de 1% em 2022 para 10% em 2025. "É verdade que ainda é uma percentagem marginal, mas é um sinal que vale a pena destacar", observou o responsável.

Gestão de frota ganha maturidade estratégica

O estudo revela uma profunda transformação na forma como as empresas gerem as suas frotas. 96% das organizações já possuem políticas de frota formalizadas, com um grau médio de integralidade de 75%. O TCO (Custo Total de Utilização) é agora utilizado por 83% das empresas como critério de decisão, contra 73% em 2022.
Quanto à estrutura decisória, verifica-se uma subida na hierarquia das decisões estratégicas: em 2025, as administrações assumem maior protagonismo nas frotas maiores, garantindo o equilíbrio entre os "três P's" — People, Planet e Profit. "À medida que migramos para frotas de maior dimensão, observa-se uma crescente profissionalização da gestão operacional", explicou Pedro Luz. Curiosamente, 90% das empresas têm no máximo 2 recursos alocados à gestão operacional da frota, embora no cluster de +200 veículos se tenha registado um aumento de 14% dos recursos, ligado ao facto de o número de veículos geridos por gestor ter quase duplicado de 177 em 2022 para 320 em 2025.

Contratos mais longos como resposta à inflação

Uma tendência marcante é o aumento da duração média dos contratos para 51 meses (face aos 47 meses de 2022), com 31% das organizações a contratarem por cinco anos ou mais (apenas 9% em 2022). "As empresas cada vez mais optam por prazos mais longos para terem acesso a rendas mais competitivas", explicou Pedro Luz, salientando que este fenómeno ocorre "em todas as motorizações".
António Oliveira Martins clarificou que este movimento é também uma resposta à inflação: "As rendas ficaram substancialmente mais caras com a inflação. E naquele período em que havia escassez de carros e as marcas diminuíram muito os descontos, a resposta possível foi procurar diminuir os impactos nas rendas, alterando outras variáveis, nomeadamente a duração. Nós próprios fomos um promotor ativo em muitos casos deste aumento de prazo."
Simultaneamente, o renting continua a alargar o leque de serviços incluídos, com a média ponderada de concentração de serviços a subir de 78% em 2022 para 81% em 2025. Os serviços que mais cresceram foram os veículos de substituição, seguros e seguro de recondicionamento.

Índice de eletrificação sobe 7 pontos

O índice de eletrificação de frota, que diagnosticia o estado atual das políticas de frota em cinco dimensões (estratégia, política, processos, pessoas e infraestruturas), subiu de 45% em 2022 para 52% em 2025. "As organizações mostram-se mais preparadas, mais adaptadas para a transição e mais conscientes das oportunidades da mobilidade elétrica", afirmou Pedro Luz.
No entanto, a dimensão menos pontuada continua a ser o "impacto nos condutores" (32%), o que justificou a inclusão do inquérito aos condutores nesta edição. Quanto à fase da jornada de transição, verificou-se uma evolução significativa: enquanto em 2022, 78% das empresas estavam a "consultar o GPS" ou a "iniciar a rota", esse universo baixou para 59%, com 41% das empresas já "a caminho" ou "a pé do fundo" (duplicou em três anos).

Condutores: prontos para a transição apesar dos desafios

O inquérito a mais de 3.000 condutores revela que 38% já conduzem veículos eletrificados (25% 100% elétricos e 13% híbridos plug-in), face aos 17% em 2022. Os principais obstáculos apontados são a autonomia dos veículos (31%), a insuficiência da rede pública de carregamento (26%), a necessidade de maior planeamento de viagens longas (23%) e o investimento inicial mais elevado (14%).
Apesar destes desafios, 50% dos condutores afirmam estar disponíveis para transitar já para veículos 100% elétricos, e 25% para híbridos plug-in, representando um potencial de transição adicional de quase 40%.

Critérios de atribuição em transformação

No que diz respeito à elegibilidade para atribuição de veículos, verifica-se uma alteração relevante: em 71% dos casos, o critério base continua a ser a necessidade funcional, mas a atribuição por benefício salarial aumentou de 19% em 2019 para 29% em 2025. "Nota-se que há cada vez mais técnicos e equipas comerciais, bem como chefias de primeira e segunda linha, com veículo atribuído por benefício salarial", observou Pedro Luz.

Responsabilidade partilhada e plafonds de renda

Observa-se uma tendência crescente de corresponsabilização nos custos com seguros, com o índice a aumentar de 29% em 2022 para 33% em 2025. Em 2025, 82% das empresas utilizaram plafonds de renda, substituindo progressivamente os plafonds de aquisição, que coexistiam de forma equilibrada em 2022. Os plafonds de renda aumentaram, em média, 11%, com maior impacto nas equipas comerciais (+16%) e nas chefias intermédias (+13%).

O momento da disrupção

"Este momento no tempo é particularmente interessante, porque há aqui uma disrupção que está a acontecer no setor automóvel", sublinhou António Oliveira Martins. "As empresas estão ávidas de conhecimento porque estão elas próprias também nesta transformação com a eletrificação como tema, mas precisam de ajuda, precisam de perceber o que é que as suas pares estão a fazer, se a velocidade a que estão a evoluir é rápida, é demasiado rápida, é lenta, e precisam de se calibrar."
Com uma quota de mercado próxima dos 50% em Portugal e uma penetração "avassaladora" nas grandes empresas, a Ayvens assume um papel central nesta transformação. "O automóvel é uma linha de custos relevante, mas por outro lado é um instrumento de motivação e de insatisfação dos colaboradores, crítico e essencial", concluiu o Diretor-Geral da Ayvens Portugal, realçando o compromisso da empresa em apoiar a transição para "uma mobilidade mais inteligente e responsável".PR

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